sábado, 14 de março de 2009

Estudos, Literatura Clássica, Um Pensador Contemporâneo Relativamente Desconhecido e Sócrates

Estava estudando hoje. Sim, sexta feira, o dia da semana que não tenho aula, fiquei em casa estudando. Aproveitei que não tinha nada pra fazer e resolvi ler uns textos que passaram essa semana.
E meu, é incrível! Um texto sobre literatura clássica do Italo Calvino, de 1981, e eu "pirando" na leitura... É sério, li 2 vezes. A primeira pra ler, mais ou menos, e a segunda pra resumir.
Não sou muito fã de resumos, acho meio saco ficar resumindo textos. Mas é realmente útil pra se estudar, meu nível de entendimento do texto triplicou ao resumi-lo...
Nerd, nerd, nerd, eu seu, fazer o quê?
Agora, um trecho de Cioran citado no texto, que cito aqui:
"Enquanto era preparada a cicuta, Sócrates estava aprendendo uma ária com a flauta. 'Para que lhe servirá?', perguntaram-lhe. 'Para aprender esta ária antes de morrer.' ".

sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu acabei de sair da frente da tevê. Estava vendo um filme, cujo nome eu surpreendentemente já esqueci. Enfim, o nome do filme não me importa.
O que interessa é que o ponto inicial da história é um homem (interpretado por John Goodman) que está indo a uma escola de dança encontrar sua antiga namorada de infância,(no quinto dia, do quinto mês, do quinto ano após a virada do milênio) mais de quarenta anos depois da última vez que eles se encontraram.
Foi isso que chamou minha atenção. Não vou dar uma de spoiler e contar o filme todo, até porque nem lembro o nome dele, ao menos. Mas a quem interessar, sim, o filme é bonzinho (digo isso por causa do final clichê, a história e seu desenvolvimento são ótimos)...
Essa história, do homem que vai à procura de sua amiga de infância, me lembrou de um caso que aconteceu com meu avô.
Eu só soube disso há uns 2 ou 3 anos no máximo, ou seja, depois que meu avô já tinha morrido, então não pude ouvir mais detalhes da história da boca dele mesmo. Aliás, nenhum detalhe, só sei da história por cima mesmo, bem porcamente...
Um dia, meu avô (não sei nem se ele já era pai, ou casado, na época), conheceu uma moça. Uma moça qualquer, um ser humano genérico, não faz muita diferença como ela era, sendo que eu nem sei seu nome. Também não sei mais onde eles se conheceram, esse era mérito da minha mãe, quem esqueceu fui eu.
De qualquer forma, parece que a moça era legal, gente boa, etc, etc, depois de um tempo de papo ela e meu avô decidiram se encontrar na Praça da Sé, no primeiro dia após a virada do ano 2000 (ou seja, no dia 1o de janeiro de 2000, duuuuuh!), para ver o que a vida teria feito com cada um deles.
Nunca soube se a moça foi, porque meu avô não foi. Fico pensando se fosse hoje, se ele teria ido. Eu, se soubesse de tudo desde antes, teria tentado convencê-lo a ir, talvez até me oferecesse para ir com ele, movida pela curiosidade. Será que ela, assim como ele, criou uma família, casou, teve filhos e netos?
Que frustrante saber que essa minha curiosidade nunca será saciada!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Imortais

É engraçado como algumas bandas, ou pelo menos algumas de suas músicas, têm a capacidade de se tornarem imortais. E não me refiro a ficarem mega-master-famosos e ter suas músicas nas listas de mais tocadas por não sei quantos anos, como os Beatles não.
Falo daquelas bandas que a gente ouve muito por uma determinada época e de repente para de ouvir, assim meio sem motivo, talvez só porque já ouvimos muito. E daí um belo dia resolvemos "desenterrar" o cd, e percebemos que, apesar de uma certa música desse cd talvez nos lembrar de uma época ou acontecimento específico, no geral o cd nos traz apenas boas sensações, e não necessariamente a lembrança de algo.
Por exemplo, hoje resolvi assistir ao dvd acústico do The Corrs, que minha mãe ganhou de aniversário faz pouco tempo. E apesar de uma ou outra música me lembrarem de quando eu estava na oitava série (hoje em dia, nono ano) do ensino fundamental, e era apaixonada pelo meu amigo do terceiro colegial (as paixonites aos 14 anos de idade sempre são cheias de choro ouvindo música...), época em que passava o dia inteiro ouvindo o cd desse show, no geral são apenas músicas maravilhosas, que me dão vontade de cantar e dançar quando as escuto.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Memórias

Eu hoje percebi, depois de muito tempo correndo atrás da "Felicidade", que eu sou feliz.
Sem letras maiúsculas, sem aspas, sem precisar procurar em nenhum lugar.
Acho que isso acontece com muita gente. Tem pessoas que passam a vida atrás dessa "Felicidade", sem perceber que a felicidade, a verdadeira, na maioria das vezes está ali, escondida debaixo do travesseiro ou em uma caixa com cartas antigas.
Eu não quero ser daquelas pessoas que passam a vida correndo atrás de um objetivo pra, no fim, olhar pra trás e perceber que não produziram nada de útil em suas vidas.
A felicidade não está no futuro, não está em ter um play 3 ou uma casa de praia numa ilha deserta. A felicidade está no presente, no aqui e no agora, em tirar o máximo proveito da vida e do que ela nos oferece.
E é o que faço. Claro que tenho meus planos. Podem me tomar por antiquada, mas quero casar, ter filhos e morar numa casa com um quintal bem grande, onde eu possa plantar um jardim e uma horta. Mas sei que não é casar e ter filhos que vai me fazer feliz.
A felicidade é simples, e geralmente se esconde naqueles momentos que a gente deixa passar sem prestar atenção, como uma borboleta pousando na nossa janela, ou aquela flor que abriu no jardim fora de época.
Ela está naquele livro antigo que você ganhou de sua avó, e que ao abrir, mesmo depois de tantos anos, você consegue sentir o cheiro que a casa dela tinha na sua infância.
Está nas cartas de suas antigas amigas da época da escola, e que ao reler, quando suas filhas já estão com a idade que vocês tinham, você percebe que, apesar de todos esses anos, as adolescentes continuam exatamente as mesmas.
Está naquela caixa em que você guarda as recordações do seu primeiro namorado. Você era tão nova, não? E achava que aquele primeiro amor ia durar pra sempre. E uma parte dele durou, nessa caixinha de memórias que agora você observa com ternura.
Está nas fotos dos seus filhos recém-nascidos (e você com aquela cara de boba/o), nas fotos antigas de seus pais e seus avós, nas suas fotos.
Viu só? Muito mais fácil do que parecia...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eu gosto de dias de chuva.
Principalmente no verão. Não é que não goste do nosso querido clima tropical, mas é que o sol e o calor em excesso me incomodam, de verdade. Então, nada melhor que uma boa chuva no fim do dia pra refrescar nossos corpos e acalmar nossas mentes.
Ontem eu tomei bastante chuva. Sabe aquela chuvarada que deu ontem, no fim da tarde? Aquela que saiu no jornal, com ruas alagadas e tudo?É... Eu estava na rua. Em nenhuma alagada, por sorte, mas andando na chuva e vendo todos à minha volta correndo com seus guarda-chuvas à procura de abrigo.
Quando entrei no ônibus, estava ensopada, pingando. Mas de alma lavada.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ô sentimentozinho, viu?


Eu entro em crise. Choro, me descabelo, fico semanas a fio pensando,sem saber o que fazer.
Mas ele continua ao meu lado. Me apóia, diz que é só uma fase e que vai passar, não preciso me preocupar. Ele me acalma e me faz dormir enquanto acaricia meu cabelo. Me faz sentir segura, tranquila.
E nós continuamos a andar de mãos dadas, sabendo que nada que nos aconteça será suficientemente forte para quebrar o encanto.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Confusão

Este é o pior tipo de sentimento que uma pessoa pode ter. Não me refiro a confusões, badernas e "quebradeiras", me refiro à confusão mental, confusão de lembranças, de sentimentos, de vontades...
Não é terrível quando você tem uma vontade que passa por cima das coisas que você sempre quis, depois que as consegue? Uma vontade daquelas que você sabe que o melhor a fazer é trancar num baú e deixar enfiada no mais remoto recôndito de sua mente, até ser esquecida, mas que insiste em martelar na sua cabeça nos piores momentos possíveis?
Não se faça de desentendida(o), você sabe muito bem do que estou falando: aquela vontade de tomar um mega-master-ultra sundae, logo depois de começar um regimaço pra caber naquela roupa de festa; daquela vontade de dormir até mais tarde ao invés de levantar cedo e ir pra academia; entre outras vontades menos virtuosas que todos sentem uma vez ou outra.
E aí? O que fazer? No caso do regime ou da academia, se você está determinado a mudar, vai acabar optando pelo regime, ou por acordar cedo. Mas e se não for esse o caso? "Caso ou compro uma bicicleta?" Dependendo do cara, é fácil optar pela bicicleta... Mas e aí? Ele não era o cara (ou a garota) dos seus sonhos? Aquela pessoa que você correu atrás, se sforçou pra conseguir ter por perto? E agora você pensa em trocar essa pessoa por uma bicicleta? COMO ASSIM??? O.o
Aí é que entra a danada da confusão, seus sentimentos não correspondem mais à sua razão. O que fazer? Não estou aqui pra dar conselhos, mas é sempre melhor deixar a poeira baixar antes de agir, afinal pode ser que seja apenas o Saci-Pererê querendo brincar com você...



P.S.:Sim, sei que deixei este blog abandonado por mais tempo do que deveria. Mas também, tenho uma boa justificativa: a fuvest tomou todo o meu tempo livre (que não foi muito), o que poderia fazer?
Mas agora voltei à ativa, e é o que importa... xD