terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Confusão

Este é o pior tipo de sentimento que uma pessoa pode ter. Não me refiro a confusões, badernas e "quebradeiras", me refiro à confusão mental, confusão de lembranças, de sentimentos, de vontades...
Não é terrível quando você tem uma vontade que passa por cima das coisas que você sempre quis, depois que as consegue? Uma vontade daquelas que você sabe que o melhor a fazer é trancar num baú e deixar enfiada no mais remoto recôndito de sua mente, até ser esquecida, mas que insiste em martelar na sua cabeça nos piores momentos possíveis?
Não se faça de desentendida(o), você sabe muito bem do que estou falando: aquela vontade de tomar um mega-master-ultra sundae, logo depois de começar um regimaço pra caber naquela roupa de festa; daquela vontade de dormir até mais tarde ao invés de levantar cedo e ir pra academia; entre outras vontades menos virtuosas que todos sentem uma vez ou outra.
E aí? O que fazer? No caso do regime ou da academia, se você está determinado a mudar, vai acabar optando pelo regime, ou por acordar cedo. Mas e se não for esse o caso? "Caso ou compro uma bicicleta?" Dependendo do cara, é fácil optar pela bicicleta... Mas e aí? Ele não era o cara (ou a garota) dos seus sonhos? Aquela pessoa que você correu atrás, se sforçou pra conseguir ter por perto? E agora você pensa em trocar essa pessoa por uma bicicleta? COMO ASSIM??? O.o
Aí é que entra a danada da confusão, seus sentimentos não correspondem mais à sua razão. O que fazer? Não estou aqui pra dar conselhos, mas é sempre melhor deixar a poeira baixar antes de agir, afinal pode ser que seja apenas o Saci-Pererê querendo brincar com você...



P.S.:Sim, sei que deixei este blog abandonado por mais tempo do que deveria. Mas também, tenho uma boa justificativa: a fuvest tomou todo o meu tempo livre (que não foi muito), o que poderia fazer?
Mas agora voltei à ativa, e é o que importa... xD

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Go Speed Racer Go!

Esse final de semana eu assisti, finalmente, à versão cinematográfica de Speed Racer. Apesar de sempre ter AMADO o desenho, confesso que li algumas críticas que foram bem más em relação ao filme, o que me fez deixar pra assisti-lo quando saísse em DVD.
Coincidentemente, estando eu domingo à noite na casa do meu papis, ele me diz para ver os DVDs que estavam na sala de TV, pois ele os devolveria à locadora na segunda-feira. Fui fuçar, por curiosidade, e lá estava ele: "Speed Racer", olhando pra mim com aquela cara de "assista-me agora..."
Não resisti a seu charme, e deixando pra lá a idéia de ir dormir cedo pra acordar cedo e ir à fisioterapia, liguei o DVD.
Meodeos, como puderam falar tão mal desse filme? E como eu pude acreditar? Tá ok, concordo que a história seja talvez um pouco bobinha, mas e daí? Não é todo dia que queremos assistir "Hotel Ruanda" ou "Orgulho e Preconceito". Um pouco de leveza não faz mal a ninguém.
Em 5 minutos de filme eu já estava completamente "dentro" da história, viajando com os carros do filme e rolando de rir do irmão mais novo do Speed e seu macaco (Zequinha, na malfadada tradução à língua portuguesa...).
De novo coincidentemente, na manhã seguinte acordei e resolvi ler o "Folhateen", que estava em cima da mesa da sala. Assim que eu abro o caderno, quem está lá? Sim, ele mesmo, meu querido Speed Racer! Devido ao lançamento em DVD do filme, acharam sensato fazer um novo review do filme, no qual dizem que sim, provavelmente os quarentões que assistiam ao desenho quando crianças iam gostar do filme, porém mais por seu caráter nostálgico do que pela história em si. Também disseram que talvez alguns adolescentes gostassem da história, mas que o filme era, essencialmente, feito para crianças.
Ao ler isso, decidi nunca mais me basear em críticas para decidir qual filme assistir. Emile Hirsch está ótimo no papel de Speed. E gente, os figurinos do filme são iguais aos do desenho! Não iguais aos do desenho de uma forma caricata, estilo "The Flintstones" (aliás, quem interpreta o Pops, patriarca da família Racer, é o Jonh Goodman, o mesmo que fez Fred Flintstone), mas roupas normais, iguais às do desenho. Completando o time, estão Susan Sarandon no papel da Mom Racer, e Christina Ricci no papel de Trixie ( a namoradinha supercool do Speed).
Ah, também adorei o garoto que faz o papel do Spritle (que virou "Gordinho", em português), o Paulie Litt. Não me lembro de tê-lo visto em outro filme antes, mas ele é uma figura! Fez praticamente todas as cenas de comédia do filme, e pasmem! Juro que todas elas foram realmente engraçadas (pelo menos, eu achei).
Enfim, na minha opinião, é um filme que com certeza vale muuuito a pena, independentemente do que digam os críticos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ela negava, mas no fundo, bem lá no fundo, desde o dia em que o conheceu ela soube que era ele.
Sabia que, a partir daquele momento, ele sempre estaria presente, pelo menos em algum pedacinho de sua alma, por mais ínfimo que fosse. Ele sempre estaria lá. Sempre presente.
Ela sabia que diriam que era besteira, então ficava quieta. Mas sim, era verdade. Cada dia que passava mostrava que ela estava certa, que ele havia se alojado em sua alma e nada, nada o tiraria de lá. E cada vez mais ela se sentia feliz por isso.
Ficava alegre com sua presença, sabia que jamais poderia lhe fazer nada de mau, sendo algo assim tão bom.
E, afinal, ele sempre aparecia na hora certa. Sempre a abraçava quando ela chorava, sempre ria junto dela quando ela estava feliz, sempre, sempre... E às vezes, quando o assunto se esgotava, ela gostava do modo como ele se sentava a seu lado e a abraçava, sem dizer uma palavra.
Nesses momentos, eles não precisavam de palavras. Nesses momentos, tudo de que necessitavam era a companhia um do outro. Saber que se bastavam. E que se estavam lá, era apenas porque queriam estar lá, naquele instante, do modo que estavam.
E então, ela sabia. Era feliz. Não aquela felicidade de quando se ganha um novo par de patins, ou um novo videogame. Mas a felicidade de saber que tinha tudo de que precisava.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Angular Momentum

Ufa!

Tá, tá bom, eu sei que muitos vão me dizer que sou irresponsável, e que acabo de fazer a maior besteira da minha vida, mas a verdade é: ninguém consegue sequer imaginar o alívio e a leveza que estou sentindo!
Sim, hoje é meu último dia como estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Vim para a primeira aula, apresentei o trabalho em grupo de Teoria da Comunicação (seria a maior mancada do Universo deixar o grupo todo na mão, jamias faria uma coisa dessas!), e agora, enquanto eles estão na aula de Fotojornalismo, aqui estou eu, no laboratório de informática (provavelmente pela última vez na vida), fazendo hora pra ir ao atendimento ao aluno e trancar minha matrícula.
Acabou. Chegou ao fim a tortura. E ninguém pode dizer que eu não tentei, tentei quase um ano inteiro. Mas não é pra mim. Meu pai ficou decepcionado, mas o que posso fazer? Antes decepcioná-lo agora do que depois de 4 anos de curso.
Provavelmente vou perdeer meu estágio, quando chegar ao meu chefe e dizer a ele que acabo de trancar minha matrícula na faculdade, e que não pretendo voltar a estudar ou fazer nada nessa área. Mas também não está ao meu alcance saber isso, ou decidir isso. Não quero me preocupar.
Agora, terei tempo de me preparar para o vestibular de Letras na USP (pelo menos, se desistir desse não me sentirei mal por desperdiçar o dinheiro do meu pai...)
É isso, sem nenhuma novidade, além dessa.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Meu avô

Outro dia, lendo meus dários antigos, achei um texto que escrevi aos 15 anos de idade, mais ou menos nessa mesma época do ano.
Enfim, o contexto da época em que o escrevi não importa muito, basta saber que foi escrito para alguém de quem eu gostava muito. Demais.
Engraçado foi que, relendo esse texto, eu pude perceber quão pouco eu sei sobre ele. Digo, eu sei o que ele me dizia, as histórias que me contava, e também um pouco do que minha mãe, minhas tias, minha avó me contam. Eu nunca parei pra perguntar pra ele: "Como foi sua infância, vô?", ou "Qual a sua melhor recordação, de todas?", entre tantas outras coisas.
Mas também sei bastante coisas. Sei que seu nome era Edison, em homenagem ao Thomas Edison (sua mãe, Blandina, o escolheu porque no dia de seu nascimento, o hospital ficou sem energia elétrica); sei que quando criança, ele e seus irmãos quase botaram fogo na casa em que viviam, um dia que sua mãe teve que ir ao dentista... Sei que ele adorava pregar peças nos outros, ou pelo menos o fazia com todos os membros da família; sei que ele tentava ajudar todos os que podia, sempre que podia. Sei que ele gostava de tomar whisky, e eu sabia exatamente como ele gostava de seu whisky...
Sei essas e muitas outras pequenas coisas, que não significam absolutamente nada, mas ao mesmo tempo são tudo, porque são o que me ajudou a formar a idéia que tenho dele.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Crise Existencial

Minha última crise dura há mais ou menos uma semana. Não que eu esteja mal, ou algo do tipo. E, na verdade, acho até que já está passando. Mas fiquei tão saturada, de repente, de tudo e de todos, que passei uma semana sem querer falar com ninguém. Me isolei o máximo que pude, só fui ao trabalho todos os dias. Devo confessar que nem à faculdade fui todos os dias da semana.
Aliás, grande parte dessa minha crise é por causa da faculdade. A cada dia que passa tenho mais certeza de que esse curso não é pra mim, que não quero fazer Jornalismo, que não quero ser jornalista, ou repórter, ou redatora, ou o que quer que seja relacionado à grande mídia.
Mas e aí? Estou tão perto do fim do primeiro ano que agora não vale a pena desistir. Fico imaginando a cara do meu pai. Minha mãe eu acho que já se conformou, já conversei com ela e disse que não estou gostando do curso, que não é o que quero fazer, e já busquei uma alternativa, da qual eu acho que ela se não gostou, pelo menos entendeu e aceitou. E o lado dela da família, idem. Eles me apóiam, na medida do possível.
Já o meu pai eu não sei como vai ser. Conversei com ele, já. Disse que era melhor eu desistir ao fim do primeiro ano, do que fazê-lo pagar 4 anos de faculdade à toa. Mas acho que ele ainda não digeriu bem a idéia.
Mas isso é só uma parte. Eu também não aguento mais São Paulo, não aguento mais o Brasil. Não é falta de patriotismo, é excesso de desilusão, mesmo. Fico pensando no meu futuro, e a cada dia que passa tenho mais certeza de que não quero criar uma família em um lugar como São Paulo. Não quero que eles cresçam em um lugar onde você sai de casa de manhã pra trabalhar e não sabe se vai voltar. Não quero que eles cresçam vendo mendigos pedir esmola nas calçadas. É claro que quero que meus filhos conheçam a realidade e saibam que isso existe. Mas eles não precisam conviver com isso pra saber.
Outro dia, o Bora me disse uma coisa que é verdade: todo mundo adora falar mal dos EUA, e dizer que "americano é cuzão". Mas e aí? Os EUA podem ter seus defeitos, como qualquer nação. Mas a verdade é que os caras são tão organizados que eles conseguem permitir que cada cidadão tenha uma arma, e eles não saem por aí atirando a torto e a direito. Tenta fazer isso no Brasil pra você ver.
Na minha opinião, brasileiro é que é "tudo cuzão". Estou cansada dessa malandragem, do famoso "jeitinho brasileiro", de todos sempre quererem tirar vantagem em cima de tudo.

Eu não vejo a hora de mudar de vida. Eu não vejo a hora de ir embora desse país.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Eu sei que faz um tempinho que não escrevo por aqui.
Mas juro que não é por mal, apenas ando muito ocupada, cheia de trabalhos da faculdade a fazer, textos do teatro para decorar, e, agora, a auto-escola. (não, ainda não comecei, começa semana que vem. Mas tenho que fazer coisas como exames médico e psicotécnico, ir ao Detran, etc.)
Enfim. Hoje apareci, mesmo sem nada demais a dizer...
Não vejo a hora de o ano acabar e as férias começarem...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Hoje eu telefonei para o Consulado Geral da Itália no Brasil. Decidi que está na hora de eu correr atrás das coisas que quero, e resolvi ver o que preciso para conseguir a minha (tão desejada) cidadania italiana.
A verdade é que o processo me pareceu bem simples, o que me preocupa é a demora (pelo que vi no site deles, parece que a lista de espera é bem longa), além dos custos que eu sei que não serão poucos. Mas a verdade é que com eles estou até que conformada, o que posso fazer em relação a eles? Mas o tempo está me matando.
Ansiosa como eu, como aguentar um processo que provavelmente demorará mais que dois anos??? Eu sei que vale a pena. Por isso que estou correndo atrás. Mas que ninguém merece uma demora dessas, ninguém merece!
Fora isso, também quero tirar o mais cedo possível meu passaporte aqui do Brasil. Não que eu pretenda ir viajar imediatamente, mas se a gente nunca começa a fazer as coisas, elas nunca acontecem!
Então resolvi agilizar tudo que está ao meu alcance pra quando eu tiver o crucial pra fazer as malas e ir embora daqui: o dinheiro. Esse bendito papelzinho verde, que insiste em tentar me tornar sua escrava. Mas eu digo (e repito) em alto e bom som, pra quem quiser ouvir: ele não conseguirá!
Mas eu topo fazer alguns esforços pra chegar no meu objetivo.
Ah, e continuo querendo fazer um mês de trabalho voluntário em alguma reserva natural na África. Imaginem as fotos que eu conseguiria!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Crise existencial.

Dia totalmente improdutivo.
Por quê? Eu e meus problemas, como sempre.
Falta de auto-estima, de confiança em mim e nos outros, tudo. Como sempre.
E o medo de tomar uma decisão errada e ter que viver com o peso dela pra sempre.
Como posso não confiar nas pessoas que amo? Como posso esperar sempre o pior das pessoas?
Como posso continuar convivendo com essas pessoas, se não confio nelas? Por que não confio nelas, se sei que os problemas são meus, e não delas?
Por que essa dificuldade em acreditar, por que sempre acho que alguém está querendo me passar a perna?
Estou cansada, estou de saco cheio, estou deprimida e, nesse momento, tudo o que eu queria era sumir do mapa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A Escritora

Ela gostava de escrever.
Queria aprender mais sobre como se faz algo tão banal quanto escrever se tornar um mistério ou um grande romance.
Tentava. Tentava de novo, e nada. Não conseguia. Simplesmente não dava. Quando era ela quem escrevia, as palavras não lhe pareciam nem um pouco mágicas, nada poéticas. Eram apenas palavras.
Mas então, um dia, ela a conheceu. Velhinha, vinha descendo a rua com a coluna curvada para a frente, com o peso dos anos vividos em suas costas, e com as pernas apoiadas na bengala.
A garota mal podia acreditar: a escritora cujs contos tanto a haviam inspirado estava ali, bem na sua frente. Sua empolgação era tamanha que não sabia ao menos o que falar. Então perguntou a única coisa que apareceu em sua mente: "Qual o segredo? Como fazer as palavras soarem como mágica?"
E a resposta, ao mesmo tempo óbvia e inesperada: "Sonhe, menina. É preciso sonhar."
Naquela noite, a garota voltou para casa e escreveu. Escreveu até seus punhos doerem (sempre preferira papel e caneta ao teclado), até seus olhos arderem de tanto sono aliado ao esforço de escrever à noite, sob a luz do abajur. Escreveu até dormir sobre o papel. Até sonhar sobre reinos distantes e seres estranhos e coloridos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

“Que ninguém hesite em se dedicar à Filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a SAÚDE DO ESPÍRITO.”

Epicuro, na sua "Carta sobre a Felicidade", a Meneceu.

Super

Naquele momento, ela considerava-se completa.
Era feliz, não precisava de mais nada e de mais ninguém.
Tinha em sua mente tudo o que faria de sua vida, já estava tudo planejado, tudo programado.
Ela não esperava conhecê-lo. Mas também, que diferença fazia? Ele era só mais uma pessoa que conhecera em seu caminho.
Mas ele foi se aproximando, entrando de fininho em sua vida. E, quando ela finalmente deu por si, já estava mais uma vez no meio daquele turbilhão de emoções, de sentimentos que pareciam sair do âmago de seu ser e envolvê-la, abraçá-la, sufocá-la.
E então ela percebeu que, antes dele, ela era, sim, independente. Mas não tão bem resolvida quanto aparentava ser. Quanto ela mesma pensava ser. E descobriu que, encontrando a ele, foi que ela conseguiu finalmente se encontrar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Coisas que Adoro

Adoro gente que é como eu.
Adoro gente que não é como eu.
Adoro acordar cedo e lembrar que é final de semana e posso dormir até mais tarde.
Adoro sentar no sofá e ver fotografias velhas.
Adoro dormir e acordar do lado dele.
Adoro ver filme comendo pipoca.
Adoro tirar fotografias de tudo e de todos.
Adoro lembrar das pessoas que conheço e dos amigos que tenho.
Adoro ficar aqui na casa dele.
Adoro escrever.

Coisas que Odeio

Odeio gente que faz de sua alegria estragar a alegria dos outros.
Odeio gente que não sabe aproveitar as oportunidades que tem e depois quer estragar as dos outros.
Odeio gente que faz de tudo pra tentar viver a minha vida.
Odeio gente que quer ser eu. (Há uma diferença entre querer ser como eu e querer ser eu.)
Odeio gente que esquece que já teve sua chance, desperdiçou e agora que tanta água já rolou, resolve que quer outra chance. Esquece, queridinha.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Pelo direito de não ser cool

Eu não sou cool. E nem quero ser. As pessoas se esforçam tanto para tentar ser diferentes, que acabam ficando todas iguais(pelo menos no microcosmo casperiano, com as devidas exceções, é claro).
Aliás, o que é ser cool? Usar franjinha mesmo com meu cabelo cacheado? , isso eu faço. E não sou cool. É estudar jornalismo na Cásper (não entendo essa mania dos (as) alunos (as) da Cásper de querer ser cool)?
É usar roupas coloridas/listradas/com nomes de bandas/filmes favoritos (ou não)?
Eu não sou cool, nem quero ser. É só mais uma modinha, como tantas outras. Nada contra quem goste. Mas eu não consigo seguir um único estilo, muito menos seguir o mesmo estilo por muito tempo. Oras, não preciso usar uma camiseta com a foto da minha banda favorita estampada, só para que saibam qual é meu gosto musical (até porque ele é bastante variado). Se eu quiser usar, uso. Mas não me prenderei a isso.
Assim como não me prenderei a usar unhas vermelhas, ou estampas de oncinha, ou minha saia indiana (que eu tanto adoro). Tudo depende do dia, do clima, do meu humor. E não de ser cool. De ser imitada, ou seguida, ou igual a um determinado grupinho.
Pelo direito de não ser cool.

Saudades

Hoje acordei com saudades do meu avô.
Não que eu não sinta, normalmente. Mas hoje ela veio mais forte.
Felizmente, já faz um tempinho que ela não vem mais acompanhada pela dor da perda. Agora, sinto saudades dele, mas ao mesmo tempo uma paz muito grande que me dá a certeza de que estamos bem. De que eu vou ficar bem, e que vou saber me virar sem ele. Já estou aprendendo, na verdade.
Sinto saudades de muitas coisas. De muitas pessoas, de muitos momentos. Já senti falta de mim mesma. De como eu era. Agora não mais. Estou bem comigo mesma, estou feliz. E sinto falta, sim, de várias coisas do meu passado, de momentos, como já disse. Mas não quero, de modo algum, voltar a ser quem eu fui um dia. Eu cresci, amadureci, e acredito estar bem melhor agora.
Quem não entende, ou não aceita isso, paciência. Não vou deixar de ser quem EU quero ser, pra agradar a meia dúzia de gatos pingados que não estão nem aí pra hora do Brasil...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sexta-feira

Sono. Ônibus. Faculdade. Ônibus. Trabalho. Ônibus. Faculdade. Nyh. Ônibus. Gui. Ônibus. Casa do Gui. Lasanha. Criminal Minds. NCIS. Pantanal. Cócegas. Sono. Água. Flog/Blog/Orkut.


.nãoagüentomaisandardeônibus.
Fiz o Questionário de Goldberg hoje. Minha pontuação foi classificada como "suave-moderado" numa escala de depressão.
O que apareceu como resultado do teste?
Leia:
"Você parece estar experimentando alguns sintomas depressivos entre suaves e moderados, normalmente associado a desordens depressivos. Estes sintomas parecem estar lhe causando alguns sinais de desgaste e angústia que se beneficiariam com a atenção de um profissional da área de saúde mental para uma avaliação e diagnóstico."
Nada que eu não soubesse.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Eu fico tão feliz quando encontro as pessoas de que gosto!!!
Ontem encontrei com Mari, Paul, Ricky e Binha!!!
E gostei muito. Eu sei que esse é um post tosco, mas e daí?
Estou feliz!!! =)

Postarei fotos de ontem no meu flog hoje!!!
(www.fotolog.com/violantemari)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Fim de uma Macarronada?

Então aqui vai uma diferente, pelo pessoal do PES.

Faculdade de Comunicação

Estou aprendendo coisas interessantes na faculdade...
Comunicação realmente é algo muito mais maluco e complicado do que eu poderia imaginar quando prestei vestibular.
Eu sempre volto da faculdade meio aérea de terça feira. Duas aulas de Sociologia seguidas por duas de Filosofia deixam qualquer um assim, acredito.
Ou talvez não. Talvez seja só eu mesma que fique assim.
A verdade é que toda terça feira eu decido que estou na faculdade certa.
E normalmente mudo de opinião na quinta, na aula de Antropologia...
Continuo ansiosa com a perspectiva do projeto de Fotojornalismo.
Acho que começarei essa semana, ainda.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

É a vida...

Pois é.
Hoje eu me dei conta de que uma grande amiga minha, uma das pessoas mais queridas por mim, e com toda a certeza uma das mais importantes da minha vida, está se preparando para ir pra longe. Não que eu não soubesse, já faz um tempinho que são esses os seus planos. Mas só agora caiu a ficha!
A minha amiga, a pessoa que já me viu rir, chorar, gritar, brincar, ser feliz e ser triste também, está mudando de país, sem data pra voltar. E de repente eu me vejo com pensamentos egoístas do tipo "Mas e aí? Ela vai mesmo. O que vou fazer agora? E o que vai ser de mim sem ela? (afinal, nosso chavão é "você é eu pra mim")"
Não que eu não esteja feliz por ela. Estou, e muito. É a realização de um sonho ver a minha menininha crescendo e ganhando o mundo. Mas tem um pedacinho do meu coração que está indo com ela, e dói. Isso.
Sofro por antecipação imaginando a falta que sentirei dela, e as vezes que terei vontade de telefonar só pra dizer "Oi, Mari! Aqui é a Mari", e não poderei (telefonema internacional é muito caro). Sinto falta antecipadamente das conversas bobas que não teremos sobre filmes idiotas tipo aquele da Britney Spears.
Mas eu sei que ela vai brilhar, e muito. E que nas férias nos veremos, e que ela vai ser sempre a pessoa maravilhosa que ela já é, e cada vez melhor.
Mari, eu sei que esse post soou como uma despedida antecipada, mas é só porque no dia que você for embora, eu quero estar lá com todo mundo no aeroporto fazendo a maior bagunça, e não "chorando como uma menininha". Essa viagem vai ser demais, a melhor de todas!
E desejo que você aproveite tudo, aprenda muito e que sinta falta de vez em quando do clima tropical do Brasil e venha me visitar! E mantenha seu flog atualizado, pra eu saber de você, de preferência!!!



P.S.: Nyh, obrigada pelos comentários fofos!!! E você diz que não sabe escrever, mas eu acho que você escreveu muito bem!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Divagações (ou seriam devaneios?)

Olho para o papel. Apenas olho, nada além disso. Espero as palavras fluírem, mas elas se trancaram em algum lugar para mim inatingível.
A folha de papel continua em branco. Tão branca quanto a minha mente, reflexo da parede que me encara sem se cansar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Felicidade

Sabe aquela história da"felicidade nas pequenas coisas"?
Então... É tudo verdade!
Bom, pelo menos pra mim...
Sempre procurei a felicidade fora de mim. Longe, bem longe. Sempre achei que teria que correr muito atrás dela, sempre achei que ela fosse mais resultado de muito esforço do que de destino, sorte, ou seja lá como vocês queiram chamar. Achava que ia precisar suar pra alcançá-la.
E a verdade é que eu estava redondamente (tão redonda quanto a barriguinha saliente do meu pai), redondamente enganada. Não que ser feliz dependa de sorte. Não gosto desse conceito de sorte, de que algumas pessoas se dão melhor na vida do que as outras porque têm sorte. Elas se dão bem porque se esforçam.
Mas enfim. O meu lance com a felicidade não tem nada a ver com sorte, nem com esforço. Tem a ver com procurá-la nos lugares certos. Dentro de mim, e não do lado de fora. Em casa, e não na rua.
Agora, por exemplo. Pra mim, não poderia estar melhor. Em casa, escrevendo, escutando "Diamonds on The Inside" do Ben Harper, e do lado de alguém que amo. Como poderia não sentir a mais pura e genuína felicidade?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ah, é, esqueci: escolhi meu tema pro projeto de fotojornalismo. Vou falar sobre tattoos, quem sabe até não me animo e faço a minha?
Vou tentar pegar uma cam hoje, pra ver se treino um pouco mais a fotografia...

Amizades

Como eu posso saber o que é realmente importante na minha vida?
Esse ano eu me enganei demais, e olha que mal começamos o segundo semestre. Conheci muita gente nova, achei que ia gostar de muita gente e no fim acabei vendo que não tinham nada a ver comigo, assim como muitas pessoas de quem não gostei logo de cara, por pura implicância, ou por sei-lá-o-quê, estão agora se mostrando o oposto do que eu achava delas.
Eu não tenho medo de me machucar, e por isso mesmo sempre vou com tudo, pra tudo que quero fazer. Vou com a cara e a coragem, sempre, seja num relacionamento amoroso, seja numa nova amizade, seja num novo curso que resolvi fazer. E, por isso, algumas vezes acabo me decepcionando com as pessoas, por esperar delas tanto quanto espero de mim mesma. Mas estou aprendendo. E já não é de hoje que eu sei que um rostinho bonitinho ou uma cara simpática não fazem um bom amigo.
Só que se antes esse meu conhecimento era empírico, hoje em dia é prático. E eu cansei de gente falsa, de gente que só é seu amigo quando interessa, quando precisa de alguma coisa (seja essa coisa material ou não), de gente que está sempre com um sorriso na cara pra você e uma mão pronta para puxar seu tapete, assim que você se vira de costas.
Não quero mais saber desse tipo de amizade. Não preciso disso! Graças a mim (e não a Deus, continuo com a minha convicção de que o homem inventou Deus à sua imagem e semelhança, num busca por conforto), não preciso disso!
Para minha sorte, tenho mais bons amigos do que poderia desejar. Amigos de longa data, amigos novos, amigos de amigos... Gente assim, como eu, sabe? E também muito diferente de mim. O que importa são os princípios. E isso eles têm de monte.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A tarde está ensolarada.
Pena que estou sentada em um escritório, na frente de um computador.
Não estou a fim de escrever, pra ser sincera.
Nem sei por que fui escolher justo hoje pra inventar de fazer esse blog.